O que tem a ver ensinar meu filho a ler e uma Geladeira?

O que tem a ver ensinar meu filho a ler e uma Geladeira?

Esses dias passeando pela cidade com meus filhos, Miguel e  Rafael. 

 

(Para te falar a verdade eu estava tentando distrair meus filhos enquanto minha querida esposa escolhia alguns produtos em uma loja de produtos de beleza – ela precisa se produzir para o maridão aqui 🙂 – e principalmente para as crianças não ficarem mexendo em tudo e derrubar mais um pote de shampoo como havia acontecido na última visita que fizemos à loja.

Não sei como são suas crianças, mas as nossas querem mexer em tudo, afinal elas estão descobrindo o mundo.

Para nós é muito fácil dizer – não mexa nisso menino!

Não mexa naquilo filho! 

Tire sua mão daí abençoado!

Mas, para a criança é muito complicado ver os adultos (mexendo em tudo) pegando os produtos e objetos nas gôndolas de lojas e supermercados e elas ouvirem: tire as mãos disso ou tire as mãos daquilo.

Convenhamos, toda criança é um explorador nato, um pequeno cientista que está descobrindo o mundo.

Não é nada bom para o desenvolvimento da criança ficar dizendo não para tudo, você concorda comigo?

Caso não esteja pondo a vida de ninguém em risco e o prejuízo que poderia causar não passar de alguns reais, assuma os riscos, deixe seu pequeno cientista explorar o mundo.

Bem, eu não estava muito a fim de ver mais um vidro de shampoo no chão, como na última visita à loja, então sai com meus filhos para dar uma volta pelo quarteirão.

De repente me deparei com uma geladeira em um ponto de ônibus!

Perguntei-me, o que uma geladeira estaria fazendo ali?

Neste vídeo é possível ver o que descobrimos e o que aconteceu depois quando a minha esposa me surpreendeu com esta gravação via whatsapp, o vídeo demonstra 2 momentos:

1- Quando descobrimos a geladeira no ponto de ônibus e

2- Quando fui surpreendido com este outro vídeo…

 

O que é a geladoteca?

Eu não sei bem onde começou esta ideia de usar uma velha geladeira para compartilhar livros, o importante é que livros são compartilhados e menos geladeiras estão indo parar no lixo.

Aqui em nossa cidade o projeto foi implantado pelo SESC, este foi nosso primeiro contato com esta ideia, as crianças amaram.

E eu não precisei ver mais um vidro de shampoo no chão!

As “geladotecas” se popularizam pelo Brasil com o principal objetivo de estimular o hábito da leitura. Talvez como uma das alternativas para reverter o quadro que quero discutir a seguir.

Por que 44% dos brasileiros não gostam de ler ou são considerados não leitores?

Leitor é aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses.

Não leitor é aquele que declarou não ter lido nenhum livro nos últimos 3 meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses.

O que quero dizer com isso?

Talvez muitas crianças e adultos não gostem de ler pelo simples motivo de ninguém nunca ter lido para elas, ou talvez, leram muito pouco em sua infância.

Mas, hoje com a popularização dos livros e dos meios de comunicação isso já não é mais problema. Podemos buscar livros em bibliotecas publicas, em “geladeiras” ou até receber os livros em casa por um baixo custo em clubes de livros.

Se o povo brasileiro não gosta de ler já está mais do que na hora de começar a mudar isso e esta mudança começa em casa.

Se o jovem brasileiro não gosta de ler, será que isso é um problema educacional ou cultural?

O que posso te responder é que a estimulação das crianças a desenvolver o fascínio pelo universo das letras precisa começar ainda muito cedo: o quanto antes possível, melhor.

 

E se não gostam de ler a culpa não é deles, talvez um dos principais motivos seja porque ninguém leu para elas ou talvez não aprenderam a ler direito.

Pensando neste grande problema eu separei 7 Dicas de leitura partilhada para te ajudar nisso e começar a mudar esta triste realidade ainda hoje, prevenindo que seu filho engrosse as estatísticas de que: brasileiro não gosta de ler.

O que é Leitura Partilhada?

Leitura Partilhada é a partilha do livro no qual o adulto lê e a criança acompanha a leitura de maneira atenta e envolvente. Esta é uma técnica de leitura interativa, a criança observa o que o adulto lê e relaciona a oralidade com os objetos e as palavras escrita que as representam.

No modelo de leitura partilhada geralmente usa-se livros de grandes dimensões (referidos como livro gigante) com impressões e ilustrações ampliadas. Isso não te impede de usar livros de outros tamanhos.

Eu particularmente prefiro usar livros de dimensões variadas, devido ao alto custo e a escassez de livros gigantes em português brasileiro.

Os primeiros anos são cruciais para a criança desenvolver o amor pela leitura ao longo da vida. Os pais são os principais agentes neste processo.

7 Dicas para Aumentar o Vocabulário de Seu Filho e que usei para ensinar meu filho a ler

Nunca é cedo demais para começar a ler para o seu filho!

As dicas a seguir oferecem algumas maneiras divertidas em que você poderá ajudar seu filho a se tornar um leitor feliz e confiante.

Experimente uma nova dica a cada semana.

Dê o seu melhor!

1 – Leia desde cedo e leia muitas vezes.

Leia para seu filho todos os dias. Faça isto abraçando seu filho de maneira amorosa para que ele sinta seu calor, traga ele para bem perto de você.

2 – Nomeie tudo

Construa o vocabulário do seu filho falando sobre objetos e palavras interessantes.

Por exemplo: “Olhe para aquele avião!

Essas são as asas do avião.

Por que você acha que eles são chamados de asas?”

São Chamadas de asas porque se parecem com as asas dos pássaros. (Use sua criatividade)

Peça à criança para apontar o objeto que você está nomeando, procure dar pistas para ela, a informação deve ser dada de maneira sistemática. Até que chegue o dia em que a criança aprenderá a ouvir a sua leitura sem tomar o livro de suas mãos.

3 – Diga o quanto você gosta de ler

Diga ao seu filho o quanto você gosta de ler. Fale sobre “o tempo da história”, começo meio e fim.

Deixe que seu filho te pegue lendo.

Coloque entonação e emoção em sua voz;

Leia para seu filho com humor e expressão. Use vozes diferentes. Entendeu?

4 – Saiba quando parar

No começo pode parecer um pouco difícil conseguir ler um livro com seus filhos, talvez eles tomem o livro de suas mãos para folhear ou fazer de conta que estão lendo.

Neste caso troque ou deixe o livro de lado por algum tempo se a criança perder o interesse ou está tendo problemas para prestar atenção. Se ela não está prestando atenção, mas, continuar próximo a você, continue a leitura.

Para manter a atenção da criança em vez de ler, você poderá apontar as figuras do livro e criar a sua própria leitura sem tomar o livro de suas mãos.

Até a criança adquirir o hábito de apenas ouvir a história, com certeza tomará o livro da suas mãos para manusear e fazer de conta que está lendo, imitando você.

Não se preocupe pegue outro livro para ler.

Mesmo que a criança não esteja prestando atenção na leitura, mas permanecendo a sua volta, seu cérebro estará absorvendo inconscientemente o que está sendo lido.

Lembre-se, o cérebro de uma criança é como uma esponja.

A criança vai querer folhear o livro, ou até fechar, tomá-lo de suas mãos, isto é perfeitamente normal, a criança estará começando a se relacionar com o livro.

5 – Seja interativo

Discutir o que está acontecendo no livro, apontar as coisas na página, e fazer perguntas.
Nesta etapa procure, sempre que possível, exigir respostas com sentenças completas, responda você mesmo até a criança aprender a responder corretamente.

A criança deve aprender a responder com uma sentença completa.

Ex: Quem comeu o porquinho?

Quem comeu o porquinho foi o lobo mau.

Você pode ler o livro e formular perguntas e a criança apontar.

Exemplo:

Qual é o leão?

E aguardar que a criança aponte a figura, caso ela encontre dificuldade aponte você mesmo: este é o leão.

6 – Conte outra vez

Vá em frente leia e releia o livro ou conto favorito de seu filho, se preciso leia 100 vezes o mesmo livro!

Esta é uma maneira simples de ajudar seu filho a memorizar poesias, por conta da previsibilidade ele poderá memorizar várias frases e refrões em rimas e parlendas.

7 – Ressalte a impressão do código alfabético em todos os lugares

Fale sobre a escrita também. Fale sobre as palavras escritas que você vê no mundo ao seu redor.

Mencione ao seu filho como lemos da esquerda para a direita e como as palavras são separadas por espaços.

A Leitura partilhada irá contribuir para que a criança adquira conhecimentos importantes na aprendizagem da leitura, a criança já saberá que na nossa cultura se lê da esquerda para a direita e que as palavras são formadas por sequências de letras e separadas por espaços vazios.

Procure sempre que possível correr o dedo sob o texto no sentido da escrita.

Vantagens da Leitura Partilhada

São várias as vantagens da leitura partilhada, mas a principal delas é a aquisição de vocabulário, a exposição aos livros contendo imagens, frases e palavras aumentam a exposição ao vocabulário e conceitos que raramente são usados em conversas do nosso dia a dia.

O PRINCIPAL AGENTE NESSE PROCESSO é a mãe e/ou o pai.

Não se esqueça de ter um tempo de leitura só para você.

As crianças tendem a imitar seus pais, por isso sempre é bom a criança flagrar você lendo, resista à tentação de ligar a televisão ou smartfone e leia um bom livro, quando possível, esta leitura é para você, leia seus livros técnicos, romances etc.

Se a criança não aprender a gostar de livros você já sabe de quem é a culpa.

E-book: As 7 Etapas da Leitura Precoce

Mais detalhes sobre a Leitura partilhada no E-book: As 7 Etapas da Leitura Precoce na nossa área de membros para assinantes.

As 7 Etapas da Leitura Precoce

Fobia Escolar

O que é Fobia Escolar? O Medo de ir à Escola: Causas, sintomas e tratamento

O que é Fobia Escolar 1

Fobia escolar,  de 2 a 5% das crianças que frequentam a escola são conhecidas por serem infligidas com essa fobia. Por isso, neste artigo quero fazer uma rápida abordagem sobre sua definição, possíveis causas, sintomas  os 6 passos para tratar a fobia escolar e o passo mais importante para superá-la.

Quem já não se deparou com esta cena?

“Acorda filho para tomar banho e ir à escola.

Tão logo a criança ouve a palavra escola, começa a ter alguns tremores, e tal como nos dias anteriores, perguntou se podia ficar em casa ou na casa da avó, porque se sentia com dores de barriga;

Não posso ficar só mais um dia em casa?”,

“Tenho que ir pra escola hoje?…”2

O que é fobia escolar?

Fobia Escolar – é medo de ficar sozinha na escola ou o medo de ir à escola. Pode ser definido como um medo irracional e anormal da escola, também conhecido pelo termo técnico didaskaleinofobia.

Muitas vezes, algumas crianças são conhecidas por apresentarem resistência para adentrarem na sala de aula ou irem à escola. No entanto, as crianças que fazem isso nem sempre têm medo da escola – raiva ou tédio são as razões mais comuns por trás de seu comportamento – elas simplesmente têm “coisas melhores para fazer” como se aventurar pelo mundo ou brincar.

No caso da fobia escolar, o simples pensamento de ir à escola pode desencadear um ataque de pânico. A maioria dos psicólogos acreditam que essa fobia geralmente é mais comum em crianças pré-escolares entre 4 e 6 anos. Isto é muitas vezes devido ao fato de que elas estão deixando a segurança de suas casas pela primeira vez. Muitas vezes, o diagnóstico desta fobia é difícil, porque a criança pequena não consegue expressar seus medos com precisão.

Causas da fobia escolar

Geralmente, aceita-se que as fobias resultam de uma combinação de eventos externos, ou seja, eventos traumáticos e predisposições internas – hereditariedade.

Muitas fobias específicas podem ser precedidas de um evento desencadeante específico, geralmente uma experiência traumática em uma idade precoce. Fobias sociais têm causas mais complexas que não são inteiramente conhecidas neste momento. Acredita-se que a hereditariedade, a genética e a química do cérebro se combinem com experiências de vida para desempenhar um papel importante no desenvolvimento de fobias. (Wikipedia – fobia3).

Como afirmado anteriormente, o diagnóstico da fobia escolar geralmente requer uma análise aprofundada, pois, a criança pode não ter medo da escola em si. Em vez disso, é o medo dos valentões, ou andar no ônibus escolar, ou um cachorro assustador encontrado no caminho para a escola, ou um professor que pode estar causando o problema.

Crianças com idades entre 4 e 6 que sofrem de fobia escolar geralmente têm medo da separação. Essas criança com medo de ir à escola, elas temem que não vejam sua mãe novamente depois de serem deixadas na escola, o medo do desconhecido e a saída de casa podem ser uma causa.

Um evento negativo ou traumático (o divórcio dos pais, a morte de um ente, etc.) neste momento também pode reforçar o medo da escola onde a mente recria a resposta fóbica repetidamente como mecanismo de defesa contra novos acontecimentos traumáticos.

Algumas adolescentes também podem sofrer de fobia escolar. Este é o momento em que a exigência escolar tende a aumentar tremendamente, e os alunos muitas vezes têm que lidar com tópicos difíceis em matemática, ciência, etc. Ao mesmo tempo, seus corpos também estão passando por mudanças associadas à adolescência e à puberdade e, naturalmente, pode ser difícil lidar com seus hormônios à flor da pele.

Em geral, o ambiente escolar inseguro (relatórios recentes de crianças que trazem armas e outros objetos violentos para a escola), bullying ou mudança para uma nova escola, são alguns dos fatores que podem desencadear a fobia escolar.

Geralmente as crianças que não apresentam este problema, têm por hábito partilhar com os pais o seu dia na escola e falar sobre os amigos de classe, na fobia escolar, é comum as crianças evitarem falar sobre assuntos relacionados com a escola, e quando falam, evidenciam normalmente sentimentos negativo.

É comum estas crianças se isolarem, até mesmo quando se tratam de atividades de carácter lúdico e ou no recreio, ficam pelos cantos, o que compromete seriamente a sua interação com os colegas.4

Sintomas da Fobia Escolar

A fobia escolar se manifesta sob a forma de vários sintomas físicos e emocionais.

De acordo com a Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescência (AACAP), uma fobia escolar pode incluir os seguintes sintomas:

  • Pesadelos

  • Ansiedade

  • Falta de ar

  • Respiração acelerada

  • Palpitações

  • Suor excessivo

  • Náusea

  • Boca seca

  • Confusão / incapacidade de raciocinar

  • Falta de atenção

  • Irritabilidade

  • Tremedeira

  • Sentimentos de impotência

  • Obsessão com o assunto da fobia

  • Medo ou Sentimentos descontrolados

  • Dores de cabeça

  • problemas para dormir

  • medo de ficar sem seus pais

  • apego

  • Medos exagerados de monstros ou seres sobrenaturais

  • medo do escuro

  • uma incapacidade de deixar um dos pais fora de seu campo de visão

  • preocupação inexplicada sobre danos que supostamente venha a acontecer aos pais ou a criança

  • birras

  • uma recusa em frequentar a escola

  • dores físicas como dores de barriga ou dores de cabeça

Os sintomas da fobia escolar também podem incluir:

  • tremedeiras e tremores inexplicados

  • sudorese

  • choro excessivo

  • uma recusa absoluta de ir à escola

  • medos do professor ou dos estudantes

  • fraqueza ou sentimento de estar extremamente doente

  • Problemas de concentração na escola

  • desconexão social

  • não ouvir o professor

Crianças mais jovens podem chorar, gritar ou ter um ataque de ansiedade só de pensar em ter que ir à escola. Fingem estar doentes para evitar a escola. Alguns também tendem a chorar a noite toda. Isso pode ser muito frustrante para os pais, pois, muitas vezes eles não sabem como ajudar a criança a aliviar a ansiedade.

A criança pode ter pensamentos constantes sobre morte (especialmente a morte dos entes queridos) enquanto está na escola. Outras fobias também podem ser vistas na criança, incluindo o medo de ficar sozinhas, o medo do escuro, o medo de monstros, fantasmas etc.

Tonturas, palpitações cardíacas, boca seca, transpiração excessiva, falta de ar, náuseas e ataque de pânico são alguns dos outros sintomas da fobia escolar.

Os adolescentes podem não falar sobre a sua fobia, no entanto, eles demonstraram comportamentos de evasão, como encontrar doenças ou desculpas falsas, etc., para evitar ir à escola. A depressão é um sintoma comum da fobia.

A fobia pode afetar toda a família e não apenas o indivíduo que sofre dela.

Superando a fobia escolar

Se seu filho sofre com o medo da escola, tenha a certeza de que é uma condição completamente tratável. Pode ser extremamente frustrante e avassalador ver a criança em dificuldade todos os dias, mas lembre-se de que as crianças mais jovens são mais maleáveis ​​do que adultos, então a terapia é muito provável que seja bem sucedida.

6 passos para tratar a fobia escolar

Há tratamentos e medidas que podem ser tomadas para ajudar a criança que tem medo de ir à escola. O tratamento da fobia escolar deve contar com uma equipe multidisciplinar disposta a ajudar a criança ou o adolescente com o objetivo de ajudá-los a superar seus medos.

Na mente de uma pessoa que sofre de algum tipo de fobia, o medo é tão real quanto qualquer outra coisa em sua vida e precisa ser ajudado para superar essa fobia.

A Aspen Education Group afirma que essa equipe multidisciplinar deve incluir pais, professores, terapeuta familiar, profissionais da escola e um psiquiatra.

1 – Contacte o pediatra da criança

O primeiro passo mais importante, é procurar o médico da criança.

A primeira coisa a se fazer quando a criança apresentar uma reação não natural, um medo excessivo da escola, é entrar em contato com o pediatra da criança.

O pediatra poderá fazer um exame para descartar qualquer doença que a criança esteja passando ou inventando. Diagnosticar o problema corretamente é um passo extremamente importante para tratar crianças com um medo extremo de ir a escola.

2 – Observação

Uma das etapas para tratar uma criança com algum tipo de fobia é observá-la em casa e na escola, esta etapa é importante, pois, a criança demonstrará os sintomas da fobia em ambos os ambientes. Em casa a criança ficará mais apegada a alguém, terá pesadelos e resistência ou dificuldade para deitar-se e dormir.

Observar a criança é fundamental para identificar se ela realmente apresenta uma fobia. Ao observar a criança na escola uma extrema rejeição a classe e ao professor pode ser eliminada ou identificada.

3- Diagnóstico correto

A criança que está sob observação deve ter um diagnóstico correto para não confundir fobia de escola com a simples ansiedade causada pela separação. Uma criança ou adolescente que apresenta um quadro de ansiedade de separação terá os mesmos tipos de sintomas que uma criança com uma fobia escolar.

A principal diferença entre os dois casos é que as crianças que apresentam o quadro de ansiedade pela separação se acalmam depois de estarem na escola por um tempo. Uma vez na sala de aula e longe dos pais por um período de tempo suficientemente longo, seus medos são aliviados, e começarão a agir normalmente.

Já a criança com medo da escola não melhora com o tempo, procuram alguma forma de sair da situação. O quadro de fobia tende a agravar-se e apresentando mais sintomas quando longe dos pais ou na escola.

4- Plano de ação

Uma vez a criança observada e diagnosticada corretamente o próximo passo é trabalhar em conjunto com o professor, terapeuta, funcionários da escola, psiquiatra, o pediatra e a criança para criar um plano de ação.

Este plano deve incluir como primeiro passo a exposição ao ambiente que causa a fobia. Os objetivos de curto e longo prazo devem ser definidos. Cronogramas para atingir as metas devem se incorporados no plano de ação, para facilitar o rastreamento do progresso da criança. A Aspen Education Group5 sugere que essas sessões geralmente incluam métodos de dessensibilização, terapia comportamental cognitiva, terapia de suporte educacional, psicoterapia e, possivelmente, medicação.

5 – Dessensibilização Sistemática – PPCCI6 e Terapia Cognitivo Comportamental – TCC

Um próximo passo para ajudar a criança é confrontar seu medos, isso é geralmente feito com ela frequente a escola por um período de tempo, com ou sem um dos pais. As vezes um dos pais é solicitado para comparecer a escola para aliviar um pouco da ansiedade da criança.

Posteriormente a criança é convidada para participar da aula por um tempo sozinha, sem os pais. Os acometidos desta fobia precisam aprender a tolerar seus medos, da mesma forma, que pessoas com outras fobias.

No ambiente escolar a criança precisa encontrar o apoio emocional de seus pares, professores e demais funcionários da escola.

A dessensibilização ocorre quando o indivíduo é confrontado com seu medo passando um tempo com o objeto de sua fobia. Isso exige que a criança vá para a escola incrementando-se longos períodos de tempo para ajudá-la a superar seus medos.

6 – Tratamento contínuo

O suporte emocional, medicamentos e terapias devem continuar durante o processo de dessensibilização e além dele, pois, o indivíduo acometido pela fobia pode ter uma recaída se não forem tratados depois de aliviados os sintomas.

Alguns especialistas sugerem que a criança frequente a escola regularmente somente um anos após o início do tratamento. Devido a individualidade de cada caso o tratamento deve seguir um período específico de tempo adaptado de acordo com o progresso da criança.

Tratamento

  • Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

  • Estratégias de relaxamento

  • Terapia cognitiva (TC)

  • Exposição In vivo

  • Prevenção de Resposta (EPR)

  • Hipnoterapia

  • Terapia de Grupo

  • Psicoterapia

  • Psicologia da energia (EFT)

  • Medicação

  • Meditação

A música, a respiração e outras ferramentas de relaxamento são conhecidos por serem de grande ajuda (especialmente em adolescentes) quando enfrentam o medo da escola.

É vital que você, como pai ou mãe, apoie a criança durante esse período. É importante descobrir por que a criança tem medo da escola, é necessário conversar com a professora ou a supervisora da escola quanto à fobia.

Os medicamentos fornecem alívio muito necessário da ansiedade sofrida pela criança, no entanto, estes devem ser tomados apenas sob a orientação de especialistas e apenas em casos muito graves. Além disso, é essencial notar que as drogas não superam a fobia, em vez disso, elas apenas reduzem os sintomas.

O tratamento por medo de ir à escola não se resolve apenas com uma única visita ao médico ou simplesmente prescrevendo medicamentos. Todos devem ter em mente que o tratamento pode durar meses ou talvez anos.

Em alguns casos esta fobia pode estar relacionado a alguma dificuldade de leitura.

Novo estudo da Universidade de Stanford (EUA) comprova a eficácia do método fônico na alfabetização de crianças.

Atenção!

Não sou especialista no assunto, o texto visa lançar um pouco de luz sobre o assunto, recolhi estas informações de alguns artigos no objetivo de tentar agrupar o maior número de informações sobre o assunto em um só lugar.

Caso tenha alguma suspeita que sua criança esteja sendo acometida por esta fobia procure um terapeuta.

1 “FOBIA ESCOLAR  – ResearchGate.” 23 nov. 2017, https://www.researchgate.net/publication/265070048_FOBIA_ESCOLAR. Acessado em 22 dez. 2017.

2 “Fobia escolar: quando a escola é o inimigo – Oficina de Psicologia.” 15 jun. 2015, https://oficinadepsicologia.com/fobia-escolar/. Acessado em 22 dez. 2017.

3 “Fobia – Wikipédia, a enciclopédia livre.” https://pt.wikipedia.org/wiki/Fobia. Acessado em 22 dez. 2017.

4 “Fobia escolar: quando a escola é o inimigo – Oficina de Psicologia.” 15 jun. 2015, https://oficinadepsicologia.com/fobia-escolar/. Acessado em 28 dez. 2017.

5 “On the Outside Looking In: School-Phobic Students Incapable of ….” http://aspeneducation.crchealth.com/article-school-phobias/. Acessado em 22 dez. 2017.

6 “Dessensibilização Sistemática: definição e aplicação – Portal ….” 13 mar. 2012, https://www.comportese.com/2012/03/dessensibilizacao-sistematica-definicao-e-aplicacao. Acessado em 22 dez. 2017.

Novo estudo da Universidade de Stanford (EUA) comprova a eficácia do método fônico na alfabetização de crianças.

 

Novo estudo da Universidade de Stanford (EUA)  comprova a eficácia do método fônico na alfabetização de crianças.

Novo estudo da Universidade de Stanford (EUA), uma Universidade de renome internacional,  comprova a eficácia do método fônico na alfabetização de crianças e como diferentes métodos de ensino afetam o desenvolvimento da leitura.

 

O professor Bruce McCandliss[1], descobriu que os aprendizes de leitores que se concentram na relação grafema/fonema (letra/som), ou método fônico, aumentam a atividade cerebral na área destinada à leitura, o lado esquerdo do cérebro, que engloba as regiões visuais e de linguagem (Visual Word Form Area VWFA). Por outro lado, palavras aprendidas através de associação da palavra inteira, método global, mostraram atividade de processamento no hemisfério direito.  Em estudos anteriores Dehane já afirmava que os métodos globais usam o lado errado do cérebro.

 

Os aprendizes  que se concentraram na relação grafofonológica, em vez de tentar aprender palavras inteiras, aumentaram a atividade neural na área de seus cérebros com melhor afinidade para leitura, de acordo com a nova pesquisa de Stanford que investigou como o cérebro reage a diferentes tipos de instrução de leitura .

 

Segundo a pesquisa, leitores que aprendem as relações entre letra e som por meio do método fônico de alfabetização têm melhor avanço na leitura do que quando tentam aprender a identificar palavras inteiras por meio de métodos globais.

 

Em outras palavras, para melhor desenvolver habilidades de leitura, ensinar os alunos a falar os fonemas que compõem a palavra GATO – exemplo: /g/ /a/ /t/ /o/ – ativam mais circuitos cerebrais ideais do que instruí-los a memorizar a palavra “gato”.

No mesmo estudo descobriu-se que essas diferenças induzidas pelo ensino aparecem mesmo em encontros futuros com a palavra.

 

O estudo de co-autoria do professor de Stanford, Bruce McCandliss, da Escola de Pós-Graduação em Educação e do Instituto de Neurociências de Stanford, fornece evidências de que uma estratégia de ensino específica para leitura tem impacto direto na atividade neural. A aplicação do método fônico na aquisição da leitura  poderia eventualmente levar a intervenções melhor planejadas para ajudar os alunos que estão encontrando dificuldades para aprender a ler.

 

 

“Esta pesquisa é emocionante porque eleva a neurociência cognitiva e a conecta a questões que têm um profundo significado na história da pesquisa educacional”, disse McCandliss, que escreveu o estudo com Yuliya Yoncheva, pesquisadora da Universidade de Nova York, e Jessica Wise, graduada estudante da Universidade do Texas em Austin.

Para saber mais sobre métodos de alfabetização leia este artigo: Métodos de Alfabetização

Estratégias de ensino

 

 

As teorias sobre o desenvolvimento da leitura apontam há muito tempo a importância do método fônico, a aplicação  de uma base fonética, com instruções grafofonológica para ensinar uma criança a ler, especialmente para alunos adiantados e leitores que lutam para aprender, porém investigar a maneira como os mecanismos cerebrais são influenciados pelas escolhas que um professor faz é um empreendimento bastante recente de acordo com McCandliss.

 

Neurociência educacional

À medida que o campo da neurociência educacional cresce, no entanto, tanto os pesquisadores do cérebro como os pesquisadores educacionais podem melhorar a compreensão de como as estratégias de instrução podem ser melhor aproveitadas para apoiar as mudanças cerebrais subjacentes ao desenvolvimento da aprendizagem, acrescentou ele.

 

No estudo, divulgado na revista Brain and Language, os pesquisadores desenvolveram um novo código de linguagem escrita e ensinaram este novo código confrontando o ensino por meio do método fônico, a relação símbolo e som, com  um método de associação de palavras inteiras – método global.

 

Depois de aprender uma lista de palavras em ambas as abordagens, as palavras recém-aprendidas foram apresentadas em um teste de leitura enquanto as ondas cerebrais eram monitoradas. A equipe de McCandliss usou uma técnica de mapeamento cerebral que lhes permitiu capturar respostas cerebrais às novas palavras aprendidas que são literalmente mais rápidas do que um piscar de olhos.

 

No monitoramento das atividades cerebrais as respostas cerebrais foram muito mais rápidas às novas palavras aprendidas pela influência do método de leitura  pela qual foram ensinadas.

 

 

As palavras aprendidas através da instrução do método fônico – relação letra/som  – provocaram atividade neural em direção ao lado esquerdo do cérebro, que abrange regiões visuais e de linguagem. Em contraste, as palavras aprendidas através da associação de palavras inteiras mostraram maior atividade neural em direção ao processamento do hemisfério direito.

 

 

McCandliss observou que este forte envolvimento do hemisfério esquerdo durante o reconhecimento precoce das palavras é uma marca registrada de leitores hábeis, e é deficiente em crianças e adultos com dificuldades de leitura.

 

Os participantes da pesquisa foram capazes de ler novas palavras que nunca tinham visto antes, desde que seguissem os mesmos padrões de letra e som em que foram ensinados. Em uma fração de segundo, o processo de decifração de uma nova palavra desencadeou os processos do hemisfério esquerdo.

 

Para McCandliss esse é o circuito do cérebro que se espera ativar nos leitores iniciantes.

 

Quanto aos outros participantes da pesquisa que foram expostos ao método global – associação de palavras inteiras – o estudo descobriu  que eles aprenderam o suficiente para reconhecer essas palavras particulares no teste de leitura, mas os circuitos cerebrais subjacentes diferiram, provocando respostas eletrofisiológicas que eram tendenciosas em direção aos processos do hemisfério direito.

 

“Essas abordagens de ensino contrastantes provavelmente terão um impacto tão diferente nas respostas iniciais do cérebro, porque eles encorajam o aluno a concentrar sua atenção de maneiras diferentes”, disse McCandliss. “É como mudar as engrenagens da mente – quando você concentra sua atenção em informações diferentes associadas a uma palavra, você amplifica diferentes circuitos cerebrais”.

 

McCandliss afirma que, enquanto muitos professores agora estão usando o método fônico  para ensinar a leitura, alguns podem estar fazendo isso de forma mais eficaz do que outros.

 

“Se as crianças estão encontrando dificuldades para aprender a ler, mesmo que estejam recebendo instrução fonética, talvez seja por causa da maneira como eles estão sendo convidados a concentrar sua atenção nos sons dentro de palavras faladas e links entre esses sons e as letras dentro de palavras visuais”.

 

Assim podemos direcionar a atenção para um tamanho de segmentação maior ou menor, e poder impactar positivamente sobre quão bem você aprende, disse ele.

 

Como aconteceu o monitoramento das ondas cerebrais

 

O estudo envolveu 16 participantes adultos alfabetizados, no entanto, de acordo com McCandliss, ganhou seu poder estatístico ao ensinar todos os participantes de duas maneiras diferentes, bem como o que um aluno típico pode experimentar ao aprender de diferentes professores ou tentar dominar palavras irregulares que não confronta o mapeamento de letra a som, como “tchau” (no texto original o autor usou a palavra  “yacht” por não haver aqui uma correspondência direta entre letra e som).

 

O novo idioma escrito baseava-se em recursos de linhas que formavam símbolos que representavam diferentes letras de um novo alfabeto. Os símbolos foram unidos para representar uma palavra visual distinta.

 

Na pesquisa cada participante foi treinado para ler dois conjuntos de palavras de três letras em condições idênticas que proporcionaram a prática de ouvir palavras e palavras faladas correspondentes. A única diferença entre as duas condições de treinamento foi um conjunto de instruções no início que incentivaram os leitores a ler as palavras de duas maneiras.

 

Uma instrução pedia aos alunos que abordassem a tarefa de aprender cada palavra, escolhendo cada um dos símbolos de três letras e combinando cada um com o som correspondente na palavra falada – focando na relação letra/som –  método fônico – O outro focava em instruções globais de palavra inteira – método global –  em ensinar a associação entre palavras impressas e faladas inteiras.

 

Após a conclusão do treinamento, os participantes foram conectados a um eletroencefalograma, ou EEG, para monitorar  as ondas cerebrais enquanto faziam um teste de leitura em figuras de palavras que já haviam aprendido. Seguindo o estilo de treinamento de letra e som, os participantes também foram testados em sua capacidade de ler novas palavras compostas pelas mesmas letras.

 

“Quando olhamos superficialmente, descobrimos que os participantes poderiam aprender a ler sob ambas formas de instrução, mas, a ativação do cérebro mostrou que a aprendizagem aconteceu de maneira muito diferente”, disse McCandliss.

 

Ele Afirma  que os resultados sublinham a ideia de que a forma como um aluno concentra sua atenção durante a aprendizagem da leitura tem um profundo impacto sobre o que é aprendido. Ele também destaca a importância de professores especializados em ajudar as crianças a concentrarem sua atenção precisamente na informação mais útil.

 

A intervenção precoce e a instrução básica implicaram contra-intuitivamente essa informação auditiva, “pensando mais sobre os sons de diferentes palavras em vez de se concentrar em reconhecer as palavras”, diz McNorgan[2].

 

Métodos de Alfabetização

 

Vários outros estudos já comprovaram a eficácia de uma abordagem fônica em relação a outros métodos, especialmente com alunos que apresentam dificuldades de leitura.

 

Stanislas Dehaene[3], já afirmava que as crianças que aprendem a ler processando primeiro o lado esquerdo do cérebro, ativando as regiões visuais e de linguagem, estabelecem relações imediatas entre letras e seus sons, leem com mais facilidade e entendem mais rapidamente o significado do que estão lendo. Para ele o método global usa o lado errado do cérebro. Quando usam estas metodologias para a alfabetização que seguem a abordagem do método global, no qual a criança primeiro aprende o significado da palavra, sem necessariamente conhecer os símbolos, o lado direito é ativado.

Como já afirmado acima a criança aprenderá a ler, porém, a decodificação dos símbolos terá de chegar ao lado esquerdo para que a leitura seja concluída. É um processo que segue na via contrária ao funcionamento do cérebro. Num certo sentido, pode-se dizer que esse método ensina o lado errado primeiro, disse Stanislas Dehaene.

 

Apesar de todos estes avanços científicos, ainda prevalecem idéias equivocadas sobre alfabetização, Morais afirma que ainda há uma distância muito grande entre o mundo científico e o mundo da educação.

 

Para Morais não basta ensinar a relação entre letra e som, antes do primeiro ano deve haver uma preparação para alfabetização, e que ainda na pré-escola estratégias e jogos de consciência fonológica são importantes para que a criança entenda que a escrita representa a fala, e que a representa de uma certa maneira. Podendo fazer tudo isso antes dos 5 ou 6 anos ou até muito antes por meio da leitura partilhada, estabelecendo assim uma relação mais afetiva entre pais e filhos em torno da palavra escrita.

 

Para concluir, está evidenciado que à medida que aprendemos a ler por meio do método fônico, o cérebro começa a usar mais informações de cima para baixo sobre os sons das combinações de letras para reconhecê-los como partes de palavras, pensando mais sobre os sons de diferentes palavras em vez de se concentrar em reconhecer as palavras.

Seu próximo passo ideal

Quer aprender um pouco mais sobre o assunto e descobrir como pais estão ensinando seus filhos a ler em casa e, também, saber como professores estão revolucionando a alfabetização em sala de aula?

 

Toque na imagem abaixo e experimente nosso e-book com algumas atividades método fônico de alfabetização pdf:

 

Método Fônico

 

 

 

 

[1] “Stanford brain wave study shows how different teaching methods ….” 28 mai. 2015, http://news.stanford.edu/2015/05/28/reading-brain-phonics-052815/. Acessado em 4 set. 2017.

[2] “Concentrating on word sounds helps reading instruction and ….” 26 jan. 2015, http://www.buffalo.edu/news/releases/2015/01/028.html. Acessado em 4 set. 2017.

[3] “Stanislas Dehaene : “A neurociência deve ir para a sala de aula ….” 14 ago. 2012, http://revistaepoca.globo.com/ideias/noticia/2012/08/stanislas-dehaene-neurociencia-deve-ir-para-sala-de-aula.html. Acessado em 31 ago. 2017.

Meu Filho não larga o celular

Meu Filho Não Larga O Celular| 7 problemas causados pelo celular

Meu Filho Não Larga O Celular. O que Fazer?

Índice

Muitas vezes, queremos forçar  nossos filhos a aprenderem os nomes das letras até certa idade.

Nós compramos flashcards ou DVDs – até cometemos alguns erros gravíssimos – colocamos eles em frente à dispositivos eletrônicos com apps do alfabeto e até para assistir galinha pintadinha e outros vídeos- alegando ensinar as letras aos nossos filhos.

Ou o que é pior,  para simplesmente livrar-nos deles.

Depois vem aquele sentimento de culpa: Meu filho fica muito tempo no celular!

 

É muito comum as pessoas se preocuparem em encontrar  brinquedos para substituir o celular, e com toda razão. Pois a Academia Americana de Pediatria (AAP) desaprova a exposição do celular  e outras mídias para crianças menores de 2 anos. [1]

Na primeira infância a exposição às mídias podem ocasionar sérios problemas

A evolução da mídia, das formas tradicionais para as mais recentes, resultou em mudanças nos padrões de uso da mídia. Por exemplo, em 1970, as crianças começaram a assistir regularmente à TV aos 4 anos de idade, enquanto hoje as crianças começam a interagir com a mídia digital aos 4 meses de idade, ou menos.

As horas gastas na visualização de TV diminuíram lentamente nas últimas duas décadas, segundo os estudos de Loprinzi (2016) houve diminuições estatisticamente significativas na média de visualização de TV entre 2001 e 2012, observadas em pré-escolares e crianças.

No entanto, uma proporção relativamente grande de pais relata que seus filhos assistem a duas ou mais horas/dia de TV, a exposição à TV diminuiu, em compensação a exposição de crianças às mídias sociais e smartphone só tem aumentado[2].  (AAP).

Será que os pais aceitaram as recomendações dos especialistas para limitar o tempo da criança na frente da tela da TV?

Não está claro se essas diminuições são em parte o resultado de os pais aceitarem as recomendações dos especialistas para limitar o tempo de tela (as evidências sugerem que não)[3] ou se eles representam um deslocamento da audiência de TV pelo uso de novas plataformas.

Em crianças pequenas, o uso de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, aumentou drasticamente desde que a Kaiser Family Foundation começou a pesquisar pais de crianças de 0 a 8 anos sobre o uso de tecnologia.

Atualmente, aproximadamente três quartos dos adolescentes possuem um smartphone, 24% dos adolescentes se descrevem como “constantemente conectados” à Internet e 50% relatam sentir-se “viciados” em seus telefones[4].

A AAP diz que o uso excessivo da mídia pode contribuir para problemas escolares, problemas de atenção e obesidade, de acordo com estudos, e que o uso de Internet e telefones celulares podem ser importantes preditores para comportamentos de risco.

As pesquisas também sugerem que os pais permitem que seus filhos usem a mídia ou a tecnologia móvel como distração. [5]

Acesso de crianças menores de 2 anos a dispositivos digitais só tem aumentado:

  • em 2011 – 10% crianças menores de 2 anos usavam celulares
  • em 2013 – 38% crianças menores de 2 anos usavam celulares
  • em 2015 – 97% crianças menores de 2 anos usavam celulares

Hoje: 75% dos menores de 4 anos tem seus próprios dispositivos[6]

Para desencorajar a exposição na mídia para crianças menores de 2 anos, as pesquisas da APP, demonstraram que as interações pessoais com os pais são muito mais efetivas do que vídeos para aprendizado verbais ou não verbais e habilidades para resolver problemas e conflitos.[7]

Quanto tempo posso deixar meu filho no celular?

Na primeira infância a exposição às mídias podem ocasionar problemas cognitivos[8][9], de linguagem[10], e atrasos social[11] / emocional.

Horas cumulativas de uso da mídia e conteúdo que não é de alta qualidade são preditores independentes significativos do mau funcionamento executivo (controle de impulsos, autocontrole, flexibilidade mental)[12] , bem como “teoria de déficits mentais (ou seja, a capacidade de compreender os pensamentos e sentimentos dos outros) em pré-escolares”.

Quando a criança ainda está em formação, e entre adolescentes os estragos são maiores. Por isso os pais devem restringir o acesso à tecnologia, procure atividades lúdicas, que estimulam a atenção e o raciocínio.

Para crianças pequenas o uso de brinquedos para substituir o celular é uma ótima ideia.

A AAP, atualmente recomenda que as crianças não passem mais de duas horas por dia assistindo às telas. Em vez disso, os pais devem ser encorajados a reduzir ainda mais o tempo de TV e substituí-lo por atividades como ler para seus filhos, ir a museus e visitar outros destinos educacionais.

Tirar seu filho do celular pode não parecer um boa ideia, porém isso depende a saúde menta de seu filho.

Quanto tempo criança de 9 anos pode ficar no celular?

Veja o que diz a Academia Americana de Pediatria:

  • De zero a dois anos: nada de telas.
  • De dois a cinco anos: 1h30 por dia, com conteúdo fracionado e em horários específicos (nunca na hora da refeição e nem duas horas antes de dormir).
  • A partir dos cinco anos: duas horas por dia de conteúdos adequados (fracionados por curtos períodos de 30 minutos).

Cabe aos pais reconhecer e entender seu papel na modelagem do uso apropriado da mídia e no equilíbrio entre o tempo da mídia e outras atividades.

Além disso, É preciso identificar comportamentos não saudáveis ​​e reconhecer e abordar problemas que ocorrem relacionados ao uso de mídias tradicionais e novas que podem afetar negativamente a saúde, bem-estar, desenvolvimento social, pessoal e o desempenho acadêmico da criança.

Segundo os especialistas, há diversos problemas causados pelos eletrônicos em crianças de até 12 anos.

Os pais devem mexer no celular dos filhos?

Para responder está pergunta vou lista abaixo as consequências do uso indiscriminado de celulares por crianças.

7 problemas causados pelo celular e  outras telas. Confira!

1. Problemas de desenvolvimento cerebral

Os cérebros dos bebês crescem muito rapidamente nos primeiros anos de vida. Até completar 2 anos, uma criança tem seu órgão triplicado em tamanho. Nesse período, os estímulos do ambiente — ou a falta deles — são muito importantes para determinar o quão eficiente será o desenvolvimento cerebral.

Alguns estudos mostram que a superexposição a eletrônicos nesse período pode ser prejudicial e causar déficit de atenção, atrasos cognitivos, distúrbios de aprendizado, aumento de impulsividade e diminuição da habilidade de regulação própria das emoções (autocontrole).

Além disso as evidências mostraram benefícios educacionais limitados da mídia para crianças menores de 2 anos.

Recomendações anteriores da AAP para desencorajar a exposição na mídia para crianças menores de 2 anos foram baseadas em pesquisas sobre o uso de TV e vídeos, que mostraram que as interações pessoais com os pais são muito mais efetivas do que vídeos para aprendizado verbais ou não verbais e habilidades para resolver problemas.[13]

Esta pesquisa mostrou que bebês e crianças experimentam o que foi chamado de “déficit de vídeo”: dificuldade de aprender a partir de representações em vídeo bidimensionais com menos de 30 meses de idade.

Acredita-se que o déficit de vídeo seja atribuível à falta de pensamento simbólico dos bebês e crianças pequenas, aos controles atencionais imaturos e à flexibilidade de memória necessária para transferir efetivamente o conhecimento de uma plataforma bidimensional para um mundo tridimensional.[14]

Antes dos dois anos de idade, as crianças ainda estão desenvolvendo habilidades cognitivas, de linguagem, sensório-motoras e sócioemocionais, que exigem exploração prática e interação social com cuidadores confiáveis ​​para uma maturação bem-sucedida.

2. Obesidade

Você já deve ter ouvido alguma afirmação similar a: “As crianças do século 21 fazem parte da primeira geração de pessoas que não vão viver mais do que os próprios pais”.

Um dos grandes motivos para isso é a obesidade, que pode sim estar ligada ao uso excessivo de eletrônicos. Estima-se que crianças com aparelhos no próprio quarto têm 30% mais chance de serem obesas do que outras. Altos níveis de uso de mídia estão ligados à obesidade e risco cardiovascular[15] ao longo da vida, mas essas associações são observadas começando na primeira infância.

TV > 2 HORAS = 5X MAIS RISCO

CADA HORA NA TV, MAIOR O RISCO

O uso da mídia durante os anos pré-escolares está associado a um aumento do Índice de massa corporal – IMC,[16] que prepara o cenário para um maior ganho de peso mais tarde na infância.

A pesquisa em pré-escolares geralmente usa um limite de duas horas para definir o uso excessivo de mídia, mas um estudo recente com crianças de 2 anos descobriu que o IMC aumentava a cada hora por semana de consumo de mídia.[17]

O uso de telas durante as refeições contribui para o aumento da ingestão de energia, atrasando a saciedade normal e reduzindo os sinais de saciedade de alimentos consumidos anteriormente.[18] Além disso, smartphones especificamente pode ser mais facilmente utilizado durante as refeições e, por conseguinte, desviar as crianças dos sinais de saciedade.·.

3. Problemas relacionados ao sono

A constante utilização dos aparelhos pode acabar gerando dependência e problemas de diversos graus:

  • As crianças deixam de dormir para jogar, navegar ou conversar nos aparelhos.
  • Sintomas de depressão.
  • Interferência no desempenho escolar

O uso excessivo de mídias e exposição às telas: Piora o início e a qualidade de sono.

Isso está relacionado à QUANTIDADE de horas na frente de telas e a presença de TV NO QUARTO, de smartphone ou tablets.

Dormir menos = pior rendimento escolar

Há um crescente corpo de evidências que sugerem que o uso da mídia afeta negativamente o sono.[19] O aumento da duração da exposição na mídia e a presença de uma TV, computador ou dispositivo móvel no quarto na primeira infância têm sido associados a menos minutos de sono por noite, especialmente entre crianças de grupos raciais / étnicos minoritários.

Estudos com crianças[20] mais velhas e adolescentes descobriram que os participantes com maior uso de mídia social ou que dormem com dispositivos móveis em seu quarto[21] [22], tinham maior risco de distúrbios do sono.

Levar um telefone para o quarto levava a uma latência do sono mais longa, pior qualidade do sono, mais distúrbios do sono e mais disfunção diurna.[23] O uso da mídia perto da hora de dormir, ou durante a hora de dormir, pode atrapalhar o sono e afetar funções e atividades diurnas.

Sintomas de depressão em adolescentes.

Para piorar Lemola et. all [24] relataram associações entre o uso de mídia eletrônica na cama antes do sono, dificuldades de sono e sintomas de depressão em adolescentes. Esse estudo concluiu que o uso excessivo de meios eletrônicos durante a noite é um fator de risco tanto para o distúrbio do sono como para a depressão.

Os resultados demonstram uma relação negativa entre o uso da tecnologia e o sono, sugerindo que as recomendações sobre o uso saudável da mídia poderiam incluir restrições aos dispositivos eletrônicos.

Garantir que crianças e adolescentes obtenham as horas necessárias de sono saudável é um objetivo importante de um plano de restrição do uso do celular.[25]

4. Problemas emocionais

De acordo com um estudo norueguês o uso de telas e dispositivos eletrônicos, durante o dia, também pode afetar o sono, com um risco aumentado de curta duração do sono, há uma relação entre a duração do sono e o uso de dispositivos eletrônicos.

Além das consequências psicológicas causadas por isso, é preciso lembrar que a falta de sono noturno pode gerar problemas de crescimento.

Há estudos de diversas partes do mundo ligando diretamente a utilização excessiva de tecnologia a uma série de distúrbios emocionais.

Entre os mais citados pelos pesquisadores estão:

  • depressão infantil,
  • ansiedade,
  • autismo,
  • transtorno bipolar,
  • psicose e
  • comportamento problemático.

As crianças tendem a repetir comportamentos dos adultos e de personagens que consideram referências.

Logo, a exposição a jogos e filmes com violência excessiva pode causar problemas de agressividade também em crianças de até 12 anos.

Estudos mostram que a exposição ao álcool ou uso de tabaco ou comportamentos sexuais de risco em TV ou filmes está associada à iniciação desses comportamentos, evidências sugere que essas influências também são fortes na mídia digital e social.[26]

Estudos têm mostrado que a exposição dos adolescentes sobre a mídia social frequentemente incluem interpretação de comportamentos de risco à saúde, como[27]·:

  • o uso ilegal de álcool[28] ou uso excessivo[29]
  • uso de substâncias ilícitas
  • comportamentos sexuais de alto risco
  • e os comportamentos prejudiciais, tais como
    • autolesão – autoflagelamento no Instaram – [30]
    • transtornos alimentares.

Outro estudo descobriu que adolescentes que usaram o Instaram para seguir pessoas estranhas e se engajar em comparações sociais tiveram sintomas de depressão maiores, mas outros que seguiram amigos e se engajaram em uma comparação social menor tiveram menos sintomas de depressão.

Esses estudos ilustram que, além do número de horas gastas nas mídias sociais, um fator-chave é como um indivíduo usa as mídias sociais.[31]

5. Demência digital

Psicólogos e pediatras dos institutos já mencionados afirmam: “Conteúdos multimídia em alta velocidade podem contribuir para aumento o déficit de atenção”. Além disso, a exposição causa problemas de concentração e memória. O motivo seria a redução de faixas neuronais para o córtex frontal, que acontece pelo mesmo motivo recém-mencionado.

6. Emissão de radiação

Não há evidência sobre tumores cerebrais e o uso de celulares, de acordo com Martin Röösli, chefe da Unidade de Exposições Ambientais e Saúde do Instituto Suíço de Saúde Pública e Tropical, o tipo de radiação emitida por um telefone celular não deve ser motivo de alarme. É uma radiação de radiofrequência de energia muito baixa, como a encontrada em sinais de TV e rádio, diz:

“É uma radiação não ionizante, portanto, não é radioativa ou de raios-x. Não pode ocorrer nenhum dano direto ao DNA com esse tipo de radiação. É impossível”.

Isso não quer dizer que não devemos nos preocupar com esta emissão de radiação.

Estudos anteriores encontraram evidências de que o uso dos aparelhos pode alterar nossas ondas cerebrais.

O estudo, publicado no Environmental Health Perspectives, descobriu que um ano de exposição à radiação telefônica pode ter um efeito negativo no desenvolvimento do desempenho da memória em regiões específicas do cérebro em adolescentes. Aqui, “exposição” refere-se quase que exclusivamente a ligações telefônicas. [32]

7. Diminuição na interação entre pais e filhos

Pais e cuidadores, em geral, desempenham um papel importante na modelagem de comportamentos ideais para seus filhos, incluindo quando se trata do consumo e uso de mídia.

O crescimento da mídia digital e social, particularmente nos últimos anos, tem-se visto aumentos dramáticos no uso de mídias sociais por adultos, bem como o uso por crianças e adolescentes;

Mais de 70% dos adultos usam as mídias sociais[33] e 27% relatam sentir-se “viciados[34]” em seus dispositivos móveis.

Muitos pais estão usando excessivamente a mídia digital, sendo assim a pesquisa mostrou que a própria visualização de TV pelos pais distrai interações entre pais e filhos e que,

Crianças com menos de 2 anos têm maior probabilidade de estarem expostas e assistirem a mídia “de fundo” inapropriada (por exemplo, TV) do que crianças mais velhas.

O uso da TV e de novas mídias está associado a menos interações verbais e não verbais entre pais e filhos e pode estar associado a mais conflitos entre estes[35].

Como o uso de mídia o pai é um forte preditor de hábitos de mídia da criança,

Os hábitos de visualização de TV dos pais melhora as interações entre pais e filhos, isso pode ser um importante motivo de mudança de comportamento.

As interações entre pais e filhos durante as rotinas familiares são oportunidade importantes para a conexão emocional, são os principais impulsionadores do desenvolvimento da linguagem e da cognição na primeira infância, habilidades sociais e regulação emocional.

Porém a melhor opção seria nada de telas e celulares para crianças.

Meu filho de 3 anos só fica no celular, como acabar com este vício?

Bem se você acha loucura proibir o uso de smartphones na sua casa, saiba que você não está sozinho nisso, quando interrogado se crianças devem ter smartphones, Bill Gates acha que não. Gates disse em uma recente entrevista ao The Mirror que ele não acha que as crianças deveriam ter permissão para ter smartphones antes dos 14 anos, além disso, ele implementou um limite de tempo de uso de tecnologias digitais quando sua filha começou a desenvolver um vício por um vídeo game.[36]

Em 2011, o saudoso Steve Jobs, em entrevista ao New York Times, revelou que proibiu os seus filhos de usarem o recém-lançado iPad.

 “Isso porque nós sabemos dos perigos da tecnologia em primeira mão.
 Eu vi isso em mim, eu não quero ver isso acontecer com meus filhos” - 
Chris Anderson, ex-editor da Wired e agora diretor executivo da 3D Robotics, um fabricante de drones - cinco filhos, com idades entre 6 e 17 anos. É óbvio que seus filhos reclamaram!

“Meus filhos acusam a mim e à minha esposa de sermos fascistas e muito preocupados com a tecnologia. Eles dizem que nenhum dos seus amigos tem as mesmas regras”, disse Anderson.

É importante sempre ficar atento aos usos de cada aparelho.

Os pais devem reconhecer e entender seus próprios papéis na modelagem do uso apropriado da mídia e no equilíbrio entre o tempo da mídia e outras atividades.

É preciso minimizar hábitos e comportamentos não saudáveis ​​e reconhecer os problemas que ocorrem relacionados ao uso de mídias tradicionais e novas que podem afetar negativamente a saúde, bem-estar, desenvolvimento social, pessoal bem como o desempenho e sucesso acadêmico da criança.

Tirar o celular do filho como castigo, será que resolve?

Pensando neste grande problema eu separei um curso online, Meu Filho Não Larga o Celular, que vai te ajudar nisso e começar a mudar esta triste realidade ainda hoje:

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[1] “6-Month-Old Babies Are Now Using Tablets and Smartphones.” 25 abr. 2015, http://time.com/3834978/babies-use-devices/. Acessado em 2 mar. 2019.

[2] “Secular trends in parent-reported television viewing among children in ….” https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26616748. Acessado em 9 mar. 2019.

[3] “Zero to Eight: Children’s Media Use in America 2013 | Common Sense ….” 28 out. 2013, https://www.commonsensemedia.org/research/zero-to-eight-childrens-media-use-in-america-2013. Acessado em 9 mar. 2019.

[4] “Technology Addiction: Concern, Controversy, and Finding Balance.” https://www.commonsensemedia.org/sites/default/files/uploads/research/csm_2016_technology_addiction_research_brief_0.pdf. Acessado em 9 mar. 2019.

[5] “Children and Adolescents and Digital Media | From the … – Pediatrics.” http://pediatrics.aappublications.org/content/138/5/e20162593. Acessado em 2 mar. 2019.

[6] Rideout V. Zero to Eight: Children’s Media Use in America. San Francisco, CA: Common Sense Media; 2011

[7] “Media use by children younger than 2 years. – NCBI.” 17 out. 2011, https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22007002. Acessado em 2 mar. 2019.

[8] “Infant media exposure and toddler development. – NCBI – NIH.” https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21135338. Acessado em 2 mar. 2019.

[9] Lin LY ,Cherng RJ ,Chen YJ ,Chen YJ ,Yang HM. Efeitos da exposição televisiva sobre habilidades de desenvolvimento em crianças pequenas. Behav Infantil Dev . 2015 ; 38 : 20 – 26 de PMID: 25544743  Acessado em 2 mar. 2019.

[10] “Association of screen time use and language development in Hispanic ….” https://europepmc.org/abstract/med/23820003. Acessado em 2 mar. 2019.

[11] “Associations between media viewing and language development in ….” 7 ago. 2007, https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17889070. Acessado em 2 mar. 2019.

[12] “The relation between television exposure and executive function ….” https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24447117. Acessado em 23 mai. 2019.

[13] “Media use by children younger than 2 years. – NCBI.” https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22007002. Acessado em 9 mar. 2019.

[14] “Memory Constraints on Infant Learning From Picture Books, Television ….” 5 ago. 2013, https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/cdep.12041. Acessado em 9 mar. 2019.

[15] “Clustering of multiple lifestyle behaviours and its association to … – NCBI.” 1 mai. 2013, https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23632753. Acessado em 9 mar. 2019.

[16] “Associations between parenting, media use, cumulative risk, and ….” https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25007059. Acessado em 9 mar. 2019.

[17] “Reducing racial/ethnic disparities in childhood obesity … – Europe PMC.” http://europepmc.org/abstract/med/23733179. Acessado em 9 mar. 2019.

[18] “Effect of Television Viewing at Mealtime on Food Intake After … – Nature.” 1 jun. 2007, https://www.nature.com/articles/pr2007158. Acessado em 9 mar. 2019.

[19] “Technology Use and Sleep Quality in Preadolescence and … – NCBI.” 15 dez. 2015, https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26235161. Acessado em 9 mar. 2019.

[20] “Technology Use and Sleep Quality in Preadolescence and … – NCBI.” 15 dez. 2015, https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26235161. Acessado em 9 mar. 2019.

[21] Technology Use and Sleep Quality in Preadolescence and … – NCBI.” 15 dez. 2015, https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26235161. Acessado em 9 mar. 2019.

[22] “Associations between specific technologies and adolescent sleep ….” http://europepmc.org/abstract/MED/24394730. Acessado em 9 mar. 2019.

[23] “Bedtime mobile phone use and sleep in adults. – NCBI.” https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26688552. Acessado em 9 mar. 2019.

[24] “Adolescents’ electronic media use at night, sleep … – Europe PMC.” 10 set. 2014, http://europepmc.org/abstract/MED/25204836. Acessado em 9 mar. 2019.

[25] “Sleep and use of electronic devices in adolescence: results … – NCBI.” 2 fev. 2015, https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25643702. Acessado em 9 mar. 2019.

[26] “Television viewing and initiation of smoking among youth. – NCBI.” https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12205251. Acessado em 9 mar. 2019.

[27] “Personal information of adolescents on the Internet: A quantitative ….” 2 jul. 2007, https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17604833. Acessado em 9 mar. 2019.

[28] “Adolescent alcohol-related risk cognitions: the roles of social … – NCBI.” 6 jun. 2011, https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21644803. Acessado em 9 mar. 2019.

[29] “Litt DM ,Stock ML. Cognições de risco com o álcool na adolescência: os papéis das normas sociais e dos sites de redes sociais. Beic Psychic Addict . 2011 ; 25 ( 4 ): 708 – 713 pmid: 21644803 – Acessado em 9 mar. 2019.

[30] “Secret Society 123: Understanding the Language of Self (compreendendo uma linguagem de autoflagelamento no Instagram)… – NCBI – NIH.” https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26707231. Acessado em 9 mar. 2019.

[31]Lup K, Trub L, Rosenthal L. Instagram #instasad?: exploring associations among instagram use, depressive symptoms, negative social comparison, and strangers followed. Cyberpsychol Behav Soc Netw. 2015;18(5):247–252 pmid:25965859 – Acessado em 9 mar. 2019.

[32] “Afinal, a radiação dos celulares faz mal? Estudo traz novas respostas ….” 18 ago. 2018, http://www.osul.com.br/afinal-a-radiacao-dos-celulares-faz-malestudo-traz-novas-respostas/. Acessado em 23 mai. 2019.

[33] “72% of Online Adults are Social Networking Site Users – Pew Internet.” 5 ago. 2013, http://www.pewinternet.org/2013/08/05/72-of-online-adults-are-social-networking-site-users/. Acessado em 9 mar. 2019.

[34] “Technology Addiction: Concern, Controversy, and Finding Balance ….” https://www.commonsensemedia.org/technology-addiction-concern-controversy-and-finding-balance-infographic  – Acessado em 9 mar. 2019.

[35] JS ,Kistin CJ, Zuckerman B, et al. Padrões de uso de dispositivos móveis para cuidadores e alimentos durante refeições em restaurantes de fast food. Pediatria. 2014; 133 (4). Disponível em: http://pediatrics.aappublications.org/content/133/4/e843 pmid: 24616357

[36] “Crianças devem ter smartphones? Bill Gates acha que não – Aleteia.” 12 mai. 2017, https://pt.aleteia.org/2017/05/12/criancas-devem-ter-smartphones-bill-gates-acha-que-nao/. Acessado em 2 mar. 2019.

 

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-> O quanto antes você apresentar a letra cursiva, haverá mais chances do seu filho(a) aprender de forma eficiente.

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Ele é indicado para crianças de 5 anos até 9 anos.

Disclaimer:

Este material não substitui o acompanhamento pedagógico adequado à criança.

 

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